As guerras são contra as crianças

Imagem: "Tears of War" - Foto/reprodução de Sorin Onisor na fronteira entre Romênia e Ucrânia (https://www.facebook.com/sorinonisor)

O ódio dos adultos não poupa os pequenos. O bombardeio russo de um hospital pediátrico na Ucrânia mostra a atrocidade de todas as guerras. As crianças continuam a sofrer e morrer em muitas partes do mundo, como na Síria, Iêmen, Etiópia, Mali e outros lugares. Herodes está sempre vivo e mata sem piedade.

 

Por Sergio Centofanti

As guerras atingem todos, mas as principais vítimas são sempre as crianças. O bombardeio do hospital pediátrico de Mariupol é um dos muitos exemplos da desumanidade da guerra. A inocência chocante dos olhos das crianças diante do mistério do mal conhecido muito cedo revela toda a atrocidade do conflito. A maldade dos adultos não poupa as crianças. A Bíblia nos mostra até onde pode ir o ódio dos adultos contra o inimigo: “Feliz quem agarrar e esmagar teus nenês contra a rocha” (Salmo 137).

As crianças são todas iguais, na Ucrânia como na Etiópia, na Síria, no Iêmen ou no Afeganistão, em Mali, em Mianmar e em todas as guerras da história. Continuam a morrer, a fugir, a ser usadas e exploradas de mil maneiras. O pequeno Alan Kurdi, deitado em uma praia turca fugindo do conflito sírio, em seu silêncio ensurdecedor continua a gritar à humanidade: chega de guerras! Deixem as crianças viver!

Herodes ainda está vivo e percorre o mundo fazendo novos massacres de inocentes: “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; Rachel chora seus filhos e não quer ser consolação, porque eles já não existem”. (Mt 2, 18).

Em Irpin, perto de Kiev, um menino de cerca de dois anos de idade chora aos prantos nos braços de seu pai, um soldado que está partindo. Com seus pequenos punhos, ele bate no capacete de seu pai, que tem que deixá-lo. Ele não sabe o que é e porque há uma guerra, ele é muito pequeno, mas não quer ser consolado porque seu papai está partindo.

As crianças das guerras desenham bombas e mísseis. Diante de tanta crueldade, a fé vacila. Somente o amor pode curar traumas e ódio e nos fazer rezar novamente com a inocência das crianças: “Estou calmo e sereno como criança desmamada no colo de sua mãe, como criança desmamada estão em mim meus desejos”. (Salmo 131).

Fonte: Vatican News

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