Seja bem-vindo(a) em nosso site oficial . Itabira (MG), 02 de agosto de 2026

02/08 Notícias em Geral O Perdão de Assis, sinal da paz desarmada e desarmante
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De 29 de julho a 3 de agosto, celebra-se na Basílica Papal de Santa Maria dos Anjos, a Solenidade do Perdão de Assis. O evento constitui o ponto alto do Ano Jubilar Franciscano, instituído pelo Papa Leão XIV e inaugurado no último dia 10 de janeiro, por ocasião do VIII Centenário da morte de São Francisco. Padre Massimo Fusarelli, Ministro Geral dos Frades Menores: “atravessar o limiar do Perdão e da Misericórdia da Porciúncula assume um significado único neste Ano Jubilar”.

A Solenidade do Perdão de Assis entra em pleno andamento. Nestes próximos dois dias, será possível obter a indulgência plenária, concedida às igrejas paroquiais e franciscanas em todo o mundo. O coração da solenidade é a Porciúncula, local onde Francisco escolheu morrer e onde, segundo a tradição, em 1216, obteve do Papa Honório III a remissão total de toda a pena temporal devida pelos pecados já perdoados na confissão.

O Perdão de Assis no Ano Jubilar franciscano

A Porciúncula, explica padre Massimo Fusarelli, Ministro Geral dos Frades Menores, em entrevista concedida à mídia vaticana, é o local onde São Francisco escolheu morrer. “Sabemos”, conta Fusarelli, “que, no último mês de sua vida terrena, Francisco se encontrava no Episcopio de Assis para receber cuidados médicos, mas ele mesmo, antes de partir para o Céu, pediu para descer à Porciúncula, o lugar onde sua vida espiritual havia começado. No oitavo centenário de sua morte, cruzar o limiar deste lugar de Misericórdia e Perdão assume um valor único; aqui, o Santo ainda canta o encontro com a Irmã Morte e morre como um homem reconciliado”, conclui o religioso sobre esse ponto.

O Perdão e a Paz

O pedido de que todos os homens obtenham a remissão dos pecados, segundo a vontade do Pobrezinho de Assis, é uma promessa do Paraíso. A reconciliação que vem do Perdão está ligada ao apelo do Papa Leão por uma paz “desarmada” e “desarmante”, a partir do coração humano. “Partindo das palavras do Pontífice, explica ainda Fusarelli: eu introduziria uma categoria mais propriamente franciscana: Francisco pediu para ser sepultado nu sobre a terra nua; estar nu é muito mais do que estar desarmado”, esclarece o Ministro Geral. “Francisco atravessa a linha de batalha entre cruzados e sarracenos nu e desarmado, sem defesas, sem garantias. Isso o expõe ao inimigo, mas permite que ele encontre um companheiro de humanidade, o Sultão. Ao caminhar nu em direção à morte, ele dá continuidade ao caminho de despojamento e simplificação que durou toda a sua vida”. Para concluir, pergunta-se Fusarelli: “como é possível buscar a paz se estamos armados com armas e com todas as ideias, incompreensões e violências que habitam em nós? Francisco nos mostra o caminho”.


Silvia Giovanrosa – Vatican News

 Imagem: São Francisco de Assis (Pixabay)