O Pontífice recebeu em audiência representantes da ITA Airways, que faz o transporte dos Papas nas viagens que saem do aeroporto internacional Roma-Fiumicino. Ele agradeceu pelo serviço realizado a partir de São Paulo VI, em 1964 até hoje e descreveu a importância de voos que levam mensagens de paz: “os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra!” E após “as trágicas experiências do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido banidos para sempre!”, o que não aconteceu.
Voo papal leva mensagens de paz
Hoje em fase de consolidação, a ITA está em processo de integração à Lufthansa, um dos maiores grupos de aviação da Europa, tanto que uma representação alemã também participou da audiência com o Papa nesta segunda-feira (23/03). A oportunidade também foi de agradecimento do Pontífice pelo trabalho realizado pelos profissionais, tanto da Alitalia como da ITA, durante as viagens internacionais com os predecessores e colaboradores de Leão XIV, num ambiente que ele caracterizou como “sereno, diria quase familiar, onde o respeito se une à devoção. Encontrar-me com vocês me dá a oportunidade de expressar o apreço e a gratidão, meus e da Santa Sé, por este serviço precioso”.
Um serviço importante nos dias de hoje, pois inspira diariamente a “traçar rotas de paz nos céus”, destacou Leão XIV, ao enfatizar novamente o “retrocesso” das atividades aéreas utilizadas a serviço da guerra:
“Os voos papais são um dos símbolos mais eloquentes da missão dos Sucessores de Pedro na era contemporânea. De maneira particular, em suas viagens apostólicas, o Papa se apresenta a todos como mensageiro de paz: as suas rotas são o que sempre deveriam ser, ou seja, pontes de diálogo, de encontro, de fraternidade. Os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra! Ninguém deveria ter medo de que do céu chegassem ameaças de morte e destruição.”
“Após as trágicas experiências do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido banidos para sempre! Em vez disso, como sabemos, eles ainda existem, e o desenvolvimento tecnológico, em si positivo, é colocado a serviço da guerra. Isso não é progresso, é retrocesso!”
Andressa Collet – Vatican News
Capa: Sala Clementina, no Vaticano (@Vatican Media)