Seja bem-vindo(a) em nosso site oficial . Itabira (MG), 20 de julho de 2026

19/07 Notícias em Geral Leão XIV convida a confiarmos na ação silenciosa de Deus, que não se impõe pela força
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Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus.

A parábola do semeador, o joio e o trigo, o grão de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em três pequenas parábolas “que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro”.

Deus prefere a pequenez

No Angelus deste XVI domingo do Tempo Comum, Leão XIV dirigiu-se à multidão de fiéis reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas parábolas, “Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante”:

Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.

Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal

Com essas parábolas, continuou explicando: “Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história”:

Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente.

Ter confianças, mesmo quando Deus parece ausente

O Reino de Deus, acrescentou, “vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum”:

Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.

A “lógica da semente”

E esse estilo de Deus, pontuou: “deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja”:

Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se dizia o então cardeal Ratzinger, de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas. Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.

Oremos a Maria Santíssima, disse ao concluir – que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que Ela nos sustente em nosso caminho e interceda por nós.

Vatican News