Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas
A Quarta-feira de Cinzas abre o Tempo da Quaresma. Como sinal de humildade, as cinzas recordam ao cristão a sua origem e o seu fim: “Então o Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo” (Gn 2,7); “até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3,19).
Ao impor as cinzas sobre a testa dos fiéis, o sacerdote diz: ‘Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar’ ou, ‘Arrependei-vos e acreditai no Evangelho’. Após receber as cinzas, o fiel deve se retirar em silêncio, meditando o convite ou a frase que lhe foi dirigida.
Celebrar a Quarta-feira de Cinzas é uma tradição que surgiu com a Igreja Primitiva, adquirindo este sentido penitencial quase 400 anos d.C. Desde o século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início da Quaresma que, em toda a sua história, sempre teve o objetivo de nos preparar para a Páscoa.
A quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e vai até a manhã da Quinta-feira Santa. Os textos litúrgicos rezados durante a Quaresma nos conduzem ao verdadeiro espírito deste “tempo favorável”. Estejamos atentos àquilo a que somos conduzidos a cada Santa Missa: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação louvar-vos, Pai santo, rico em misericórdia, e bendizer vosso nome, enquanto caminhamos para a Páscoa, seguindo as pegadas de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, mestre e modelo da humanidade, reconciliada e pacificada no amor. Vós reabris para a Igreja, durante a Quaresma, a estrada do Êxodo, para que ela, aos pés da montanha sagrada, humildemente tome consciência de sua vocação de povo da aliança. E, celebrando vossos louvores, escute vossa Palavra e experimente os vossos prodígios. Por isso, olhando com alegria esses sinais de salvação, unidos aos anjos e aos santos, entoamos o vosso louvor…” (Prefácio da Quaresma V).

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