No dia em que a Igreja celebrou a memória litúrgica do Bispo de Hipona, 28 de agosto, o Papa Leão foi agraciado com a Medalha de Santo Agostinho da Província de Santo Tomás de Villanova, nos Estados Unidos.
A motivação foi a sua liderança no serviço, o compromisso de toda a sua vida a favor dos pobres, o seu testemunho dos valores agostinianos e agora, como Pastor universal, pelo exemplo que oferece a todos para nos aproximar do Senhor e uns dos outros na construção da paz.
Em agradecimento, o Pontífice gravou uma mensagem aos membros da maior e uma das mais antigas comunidades agostinianas do país.
“Como agostinianos, buscamos todos os dias estar à altura do exemplo do nosso pai espiritual, Santo Agostinho. Ser reconhecido como agostiniano é uma grande honra”, afirmou o Papa que acrescentou: “Devo muito do que sou ao espírito e aos ensinamentos de Santo Agostinho”.
De modo especial, o Pontífice ressaltou a importância da comunidade e recordou que foi através da oração de sua mãe, Mônica, e das boas pessoas que o circundavam que Agostinho conseguiu encontrar o caminho da paz para o seu coração irrequieto.
A paz, disse ainda Leão, começa com aquilo que dizemos e fazemos e como o dizemos e fazemos. Antes de falar, dizia Santo Agostinho, devemos ouvir e, “como Igreja sinodal somos encorajados a nos empenhar novamente na arte de ouvir através da oração, do silêncio, do discernimento e da reflexão”. “Temos a oportunidade e a responsabilidade de ouvir o Espírito Santo, de ouvir uns aos outros, de ouvir a voz dos pobres e das pessoas marginalizadas. É em nossos corações que Deus nos fala”, recordou o Pontífice.
O Bispo de Hipona recomendava ainda que, para além da escuta, era preciso ter a “atenção do coração”. Num mundo repleto de ruídos, há mensagens que alimentam nossa inquietação e roubam a nossa alegria. Para Leão, é preciso filtrar o ruído e abrir nossas mentes e corações a Deus e ao seu amor.
“Que possamos continuar a reforçar a nossa missão comum, como Igreja e comunidade, de promover a paz, viver na esperança e refletir a luz e o amor de Deus no mundo”, concluiu o Papa.
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