O Tratado Novo START para a contenção de armas nucleares expirou na quinta-feira, 5 de janeiro. Leão XIV fez um apelo para que o acordo não seja abandonado, mas que se trabalhe para garantir seu seguimento concreto e eficaz. “É urgente”, afirma ele, “substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada, capaz de orientar as escolhas para o bem comum e fazer da paz um patrimônio salvaguardado por todos.”
O Papa Leão XIV recordou, no final da Audiência Geral, desta quarta-feira (04/02), que na quinta-feira, 05 de fevereiro, expira o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), um tratado sobre a redução de armas nucleares assinado pelos presidentes dos Estados Unidos e da Federação Russa, em Praga, em 8 de abril de 2010.
De acordo com o Papa, a assinatura do Novo Tratado “representou um passo significativo na contenção da proliferação de armas nucleares”.
“Ao renovar o incentivo a todo o esforço construtivo em favor do desarmamento e da confiança recíproca, faço um apelo urgente para que não se abandone este instrumento sem tentar garantir-lhe um seguimento concreto e eficaz.”
Paz ameaçada pelo rearmamento
Um seguimento necessário para que o futuro do mundo não seja marcado pela corrida armamentista e por uma paz cada vez mais distante que permanece como “patrimônio” de todos.
“A situação atual exige que se faça tudo o que for possível para evitar uma nova corrida armamentista que ameace ainda mais a paz entre as nações. É mais urgente do que nunca substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada, capaz de orientar as escolhas para o bem comum e fazer da paz um patrimônio salvaguardado por todos.”
O Novo Tratado START
Após a assinatura, em 2010, pelo presidente dos EUA, Barack Obama, e pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, o tratado foi prorrogado pela primeira vez em 2016 e renovado por mais cinco anos em 2021. Ele estabelece um limite de 1.550 ogivas nucleares estratégicas para cada parte, bem como um limite de 700 mísseis e bombardeiros de longo alcance, ou seja, mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), mísseis lançados por submarinos (SLBMs) e bombardeiros pesados — e um total de 800 lançadores de mísseis, entre implantados e não implantados.
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