História de Pe. Chiera junto à Casa do Menor no Rio ganha reconhecimento internacional

O missionário italiano está há mais de 40 anos no Brasil / Vatican News

Foi parar nas telas do cinema com filme recentemente premiado em festival da Itália como “Best Film Unicef 2021”. A obra “Dear Child”, de Luca Ammendola, conta a dedicação e o amor de Pe. Renato Chiera aos meninos de rua do Rio de Janeiro para salvá-los da violência e das drogas. Um filme “intenso, profundo”, afirma Carmela Pace, presidente do Unicef na Itália, que conta a vida “de algumas das inúmeras crianças e adolescentes em situação de rua que moram nas favelas de todo o mundo”.

 

“A cada semana, 400 jovens assassinados. Estamos num Brasil, sem guerra.”

As palavras fortes e eloquentes do Padre Renato Chiera, missionário italiano que salvou mais de 100 mil vidas com a Casa do Menor no Rio de Janeiro, são lançadas no trailer do filme “Dear Child” (“Querida criança”, na tradução livre). A obra do diretor Luca Ammendola, que foi parar no cinema dos Estados Unidos e do Brasil, foi premiada mais recentemente na Europa, no início de junho, na sexta edição do “Ferrara Film Festival”, da cidade de Ferrara, no norte da Itália. O filme ganhou o “Golden Dragons Awards” pela categoria “Best Film Unicef 2021”.

A obra foi produzida nas favelas do Rio de Janeiro no final de outubro de 2015, e lançada no cinema em 2020. Nas imagens, a história de um grupo de meninos de rua que, depois de uma vida de drogas e crimes, consegue se salvar com o amor e a doação do missionário italiano, além da ajuda de um professor de cinema. Em discurso durante a cerimônia de premiação do filme, o diretor Luca Ammendola dedicou o prêmio recebido no Festival de Ferrara ao Pe. Chiera e às crianças da Casa do Menor:

“…com a vida e a experiência deles me ensinaram no fundo do coração que só o amor, a compaixão, a empatia, a amorosa gentileza e a fantasia podem nos ajudar a criar um mundo mais justo e alegre para todos.”

Unicef: filme “intenso e profundo”

Já em nota oficial divulgada pelo Unicef, através da presidente na Itália, Carmela Pace, um filme descrito como “intenso, profundo” que, de maneira “muito crua” conta a vida “de algumas das inúmeras crianças e adolescentes em situação de rua que moram nas favelas de todo o mundo”. Além disso, finaliza o comunicado, “para o Unicef, uma criança é uma criança, não faz diferença onde nasce ou cresce, porque tem os mesmos direitos inquestionáveis e merece as oportunidades certas”.

Parte da renda obtida com o filme será destinada para a Casa do Menor. Em reportagem veiculada pelo Vatican News, em outubro de 2020, o diretor antecipava que foi enviado ao Papa Francisco “um livro de apresentação do filme, um DVD com a cópia do filme, material promocional e uma carta endereçada ao Santo Padre”. E Pe. Chiera já adiantava que “os atores são os filhos do Brasil não amados, as pessoas das ‘cracolândias’ que, na dureza da situação que vivem, dão uma mensagem de esperança num Brasil onde a esperança está sendo destruída aos poucos”.

“Vai nascer o novo. É por isso que eu continuo lutando. Vai nascer o novo.”

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