Seja bem-vindo(a) em nosso site oficial . Itabira (MG), 04 de outubro de 2026

04/10 Notícias em Geral Papa recorda São Francisco: grande operário na vinha do Senhor
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No Angelus na Praça São Pedro, ao comentar a Liturgia deste XXVII Domingo do Tempo Comum, Leão XIV recordou os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis e exortou: “Enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos”

Edificar a nossa vida sobre o alicerce de Cristo: para Leão XIV, este é o ensinamento deixado por São Francisco, ao recordar no Angelus dominical os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis.

Comentando a Liturgia do dia, a parábola evangélica fala da vida de Jesus e esclarece o sentido da sua missão (cf. Mt 21, 33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação; aquele que quer dar a vida é condenado à morte. “Ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu Pai”, afirmou o Papa.

Com efeito, essa rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça, transforma o mal em redenção: “É assim que o Todo-Poderoso guia a história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa vida!”.

São Francisco, homem de oração ardente

De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que podemos construir ou prejudicar com as nossas escolhas.

“A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco edificou, antes de mais, a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até ao sinal místico dos estigmas.”

O Santo Padre o definiu um “homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos”, um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. “São Francisco reparou-a em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.”

O carisma de São Francisco, ressaltou o Papa, continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, exortou, “enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos”.

Ao concluir, pedindo a intercessão de Maria Santíssima, Leão XIV convidou os presentes a se unirem espiritualmente aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.

Leão XIV: rezemos o Terço para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra

O Pontífice pediu aos fiéis que intensifiquem a oração do Terço neste mês de outubro em particular pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência. Ao final do Angelus, o Papa recordou ainda a realização de um encontro no Vaticano sobre os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Ao final do Angelus, Leão XIV recordou que domingo passado, em Lourdes, convidou os fiéis a rezarem o Santo Rosário durante o mês de outubro, com a intenção especial de que “cessem as guerras e se construa a paz”.

Entre os primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo através da iniciativa promovida pela Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” de 1º a 7 de outubro, intitulada “Um milhão de crianças reza o Santo Rosário”

“Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.”

Famílias, sinal de esperança e riqueza inestimável

O Pontífice recordou ainda um importante evento que terá lugar no Vaticano nos próximos dias, por ocasião do décimo aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia. Trata-se de um encontro convocado pelo próprio Papa do qual foram convidados os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.

“Será um momento de discernimento sinodal, para identificar os passos a dar para anunciar hoje o Evangelho junto das famílias e das jovens gerações”, disse o Santo Padre, confiando à oração dos fiéis este compromisso e, sobretudo, das famílias, que “são sinal de esperança e riqueza inestimável para a Igreja e para a sociedade”.


Bianca Fraccalvieri – Vatican News