“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”

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Em dado momento da existência, a gente pode ‘esquecer’ o que são os ‘sinais’ da juventude; o que a permeia, motiva, incomoda. Se permitirmos, a passagem do tempo nos sugará a memória do que já foi – ou do que já fomos.

 

 

O Papa Francisco não parece se enquadrar nesta trajetória temporal. Parece, sim, estar presente em todas as gerações, com umas pitadas a mais de tempero ora aqui, ora acolá. Tem um discurso agregador, que chama para si a responsabilidade que, realmente, cabe ao pastor do rebanho.

 

 

Bate à porta a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, prevista para acontecer entre os dias 3 e 28 de outubro, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Na primeira parte do Documento Preparatório, intitulado “Os Jovens no mundo de hoje”, lê-se:

 

 

De qualquer maneira, é bom recordar que a juventude, mais do que identificar uma categoria de pessoas, é uma fase da vida que cada geração volta a interpretar de modo singular e irrepetível”.

 

 

‘Volta a interpretar’ ... E é isso: a cada tempo da história, da infância à velhice, quase tudo é editado para que se torne acessível, podendo ser, ou não, novamente propagado e acolhido. Para nós, cristãos, o que não pode ser relativizado ou reeditado é o Anúncio, a Palavra. No entanto, as formas de levá-los aos confins da Terra, mudaram! A linguagem é outra e os jovens não apenas sabem disso como vivenciam diariamente esta mudança e esta necessidade de um mundo globalizado tecnológica, ética, étnica, social e culturalmente.

 

 

Com tantas peculiaridades vivenciadas por jovens do mundo inteiro, inclusive a religiosa, é preciso oferecer um amparo e um acolhimento pautados nas necessidades atuais das juventudes[1], tão impactadas, em algumas realidades, como a brasileira, pela violência, pela readequação das estruturas familiares, pela ausência de políticas públicas capazes de oferecer o mínimo de perspectiva futura – algo tão desacreditado em um país assolado pela corrupção, impunidade e abismo social.

 

 

Mas a história da própria humanidade acena a todos com uma luz perene, já relatada no início de tudo: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas. Deus disse: ‘Haja luz, e houve luz’” (Gn 1, 1-3). Desde então, a ‘Luz’ está entre nós e fulgurou com a encarnação do Verbo, como a mão firme, mas também suave, do Deus de amor e misericórdia. É Nele que reside toda a esperança e confiança cristãs.

 

 

Em meio ao caos das desordens – ou, no mínimo, das inseguranças – políticas e sociais, das guerras, das perseguições que afligem o mundo, há quem busque, ainda, esta centelha. Mesmo os descrentes, preferem acreditar que não estamos nas trevas.

 

 

As juventudes, até mesmo pelo ritmo cardíaco, pelos impulsos, pelas necessidades de mudar... carregam em si a fé, graça do Criador. Buscam, tantas vezes no que desconhecem, a esperança e a fortaleza para prosseguir. O povo de Deus, escravo no Egito, continua sua peregrinação rumo à terra prometida. Os jovens estão nesta caminhada, também!

 

 

A Igreja Católica, sobretudo na figura paternal do Papa Francisco, tem procurado ampliar as discussões e discursos em torno das necessidades do mundo atual. As juventudes não poderiam ficar de fora.

 

 

A Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, em completa sintonia com o Papa, tem motivado as comunidades paroquiais a acolher e incentivar os processos pastorais junto aos jovens.

 

 

Especificamente na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Itabira, destaca-se o compromisso que a comunidade tem assumido com a ‘Evangelização’ de jovens e adultos que não foram, por motivos diversos, batizados, crismados etc.

 

 

O momento em que o(a) jovem procura a Igreja com o objetivo de ser batizado, de poder participar da Ceia Eucarística e ser crismado... mostra um chamado diferente e muito particular que lhe foi soprado aos ouvidos. A resposta a esse chamado é uma escolha e movimento dele(a). É ele(a) quem está buscando responder esse “sussurro”. É ele(a) que vai ao encontro do “ser membro da comunidade de Cristo”. Não é mais uma escolha dos pais ou responsáveis – é o ir, por si mesmo, em direção/busca da vocação, do conhecer-se a partir do reconhecer-se como criatura (amada) de Deus.

 

 

Bem perto de nós, nas comunidades da Arquidiocese de Mariana, o pré-DNJ (Dia Nacional da Juventude) já mobilizou os jovens, em junho deste ano, para o DNJ que acontecerá exatamente quando os bispos estarão reunidos no Sínodo.

 

 

As juventudes não estão paradas e nem paralisadas. Como acontece há mais de 2 mil anos, os jovens têm necessidade de conhecer Jesus, de estabelecer uma intimidade com Ele, de se aproximar do Criador. Foi assim com os jovens discípulos de João, o Batista. Ao ouvirem este dizer “Eis o Cordeiro de Deus”, foram ‘ter’ com Jesus: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?”. E a resposta que tiveram de Jesus? “Vinde e vede” (Jo 1, 36-39).

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação

 

 

* Para o Sínodo, foi considerada a faixa etária de 16 a 29 anos (jovens).

*Foto: franciscanos.org

 

 


[1] O termo “juventudes” (e não juventude), usado nesta produção, abarca a visão contemporânea da segmentação dos jovens baseada em suas vivências plurais o que exige ações e tratamentos específicos e diferenciados. A concepção é da mestre em teologia, Tânia da Silva Mayer.

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Em dado momento da existência, a gente pode ‘esquecer’ o que são os ‘sinais’ da juventude; o que a permeia, motiva, incomoda. Se permitirmos, a passagem do tempo nos sugará a memória do que já foi – ou do que já fomos.

 

 

O Papa Francisco não parece se enquadrar nesta trajetória temporal. Parece, sim, estar presente em todas as gerações, com umas pitadas a mais de tempero ora aqui, ora acolá. Tem um discurso agregador, que chama para si a responsabilidade que, realmente, cabe ao pastor do rebanho.

 

 

Bate à porta a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, prevista para acontecer entre os dias 3 e 28 de outubro, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Na primeira parte do Documento Preparatório, intitulado “Os Jovens no mundo de hoje”, lê-se:

 

 

De qualquer maneira, é bom recordar que a juventude, mais do que identificar uma categoria de pessoas, é uma fase da vida que cada geração volta a interpretar de modo singular e irrepetível”.

 

 

‘Volta a interpretar’ ... E é isso: a cada tempo da história, da infância à velhice, quase tudo é editado para que se torne acessível, podendo ser, ou não, novamente propagado e acolhido. Para nós, cristãos, o que não pode ser relativizado ou reeditado é o Anúncio, a Palavra. No entanto, as formas de levá-los aos confins da Terra, mudaram! A linguagem é outra e os jovens não apenas sabem disso como vivenciam diariamente esta mudança e esta necessidade de um mundo globalizado tecnológica, ética, étnica, social e culturalmente.

 

 

Com tantas peculiaridades vivenciadas por jovens do mundo inteiro, inclusive a religiosa, é preciso oferecer um amparo e um acolhimento pautados nas necessidades atuais das juventudes[1], tão impactadas, em algumas realidades, como a brasileira, pela violência, pela readequação das estruturas familiares, pela ausência de políticas públicas capazes de oferecer o mínimo de perspectiva futura – algo tão desacreditado em um país assolado pela corrupção, impunidade e abismo social.

 

 

Mas a história da própria humanidade acena a todos com uma luz perene, já relatada no início de tudo: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas. Deus disse: ‘Haja luz, e houve luz’” (Gn 1, 1-3). Desde então, a ‘Luz’ está entre nós e fulgurou com a encarnação do Verbo, como a mão firme, mas também suave, do Deus de amor e misericórdia. É Nele que reside toda a esperança e confiança cristãs.

 

 

Em meio ao caos das desordens – ou, no mínimo, das inseguranças – políticas e sociais, das guerras, das perseguições que afligem o mundo, há quem busque, ainda, esta centelha. Mesmo os descrentes, preferem acreditar que não estamos nas trevas.

 

 

As juventudes, até mesmo pelo ritmo cardíaco, pelos impulsos, pelas necessidades de mudar... carregam em si a fé, graça do Criador. Buscam, tantas vezes no que desconhecem, a esperança e a fortaleza para prosseguir. O povo de Deus, escravo no Egito, continua sua peregrinação rumo à terra prometida. Os jovens estão nesta caminhada, também!

 

 

A Igreja Católica, sobretudo na figura paternal do Papa Francisco, tem procurado ampliar as discussões e discursos em torno das necessidades do mundo atual. As juventudes não poderiam ficar de fora.

 

 

A Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, em completa sintonia com o Papa, tem motivado as comunidades paroquiais a acolher e incentivar os processos pastorais junto aos jovens.

 

 

Especificamente na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Itabira, destaca-se o compromisso que a comunidade tem assumido com a ‘Evangelização’ de jovens e adultos que não foram, por motivos diversos, batizados, crismados etc.

 

 

O momento em que o(a) jovem procura a Igreja com o objetivo de ser batizado, de poder participar da Ceia Eucarística e ser crismado... mostra um chamado diferente e muito particular que lhe foi soprado aos ouvidos. A resposta a esse chamado é uma escolha e movimento dele(a). É ele(a) quem está buscando responder esse “sussurro”. É ele(a) que vai ao encontro do “ser membro da comunidade de Cristo”. Não é mais uma escolha dos pais ou responsáveis – é o ir, por si mesmo, em direção/busca da vocação, do conhecer-se a partir do reconhecer-se como criatura (amada) de Deus.

 

 

Bem perto de nós, nas comunidades da Arquidiocese de Mariana, o pré-DNJ (Dia Nacional da Juventude) já mobilizou os jovens, em junho deste ano, para o DNJ que acontecerá exatamente quando os bispos estarão reunidos no Sínodo.

 

 

As juventudes não estão paradas e nem paralisadas. Como acontece há mais de 2 mil anos, os jovens têm necessidade de conhecer Jesus, de estabelecer uma intimidade com Ele, de se aproximar do Criador. Foi assim com os jovens discípulos de João, o Batista. Ao ouvirem este dizer “Eis o Cordeiro de Deus”, foram ‘ter’ com Jesus: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?”. E a resposta que tiveram de Jesus? “Vinde e vede” (Jo 1, 36-39).

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação

 

 

* Para o Sínodo, foi considerada a faixa etária de 16 a 29 anos (jovens).

*Foto: franciscanos.org

 

 


[1] O termo “juventudes” (e não juventude), usado nesta produção, abarca a visão contemporânea da segmentação dos jovens baseada em suas vivências plurais o que exige ações e tratamentos específicos e diferenciados. A concepção é da mestre em teologia, Tânia da Silva Mayer.

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