170 anos servindo a Deus e aos irmãos

Publicado em: 29-10-18


A Igreja de Nossa Senhora da Saúde, quase igual a Matriz em tamanho, é um templo que foi ultimamente reconstruído todo, tornando-se sólido para muitos séculos. Tinha duas torres, mas com a reforma passou a ter uma só, permanecendo assim mesmo muito vistosa. Acha-se assentada no centro da cidade, em um alto ponto mais belo da mesma. Tem quase pregado um cemitério em que se sepultam os membros da Irmandade de São Francisco que é antiquíssima aqui. Tem todos os apetrechos para o culto interno e externo. Quase sempre foi servida pelo Comissário da Irmandade, sem capelão. Antigamente havia mais festas de destaque nela do que na Matriz. Sua Irmandade de S. Francisco no ano de 1924, foi suspensa pelo Sr. Arcebispo D. Helvécio Gomes de Oliveira durante a Visita Pastoral nesta paróquia. Tendo falecido o Comissário Mr. Julio Ingrácia e o Procurador Olympio Nunes, por meu intermédio, o Exmo. Prelado houve por bem tirar a suspensão, regularizando novamente a Irmandade de S. Francisco. Foi terminada em 1848, sendo vigário Monsenhor Felicíssimo.

 

As palavras de padre Sudario Maria Moreira Mendes foram registradas em 1925. Nesta época, o padre era o então vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário a qual pertencia a Igreja Nossa Senhora da Saúde.

 

Com forte tradição na cidade, a atual Matriz da Saúde, segunda edificação religiosa mais antiga de Itabira, sempre se destacou nos trabalhos de evangelização. Em 1925, a catequese já atendia 74 crianças.

 

O calendário religioso era intenso durante todo o ano, sobretudo na Semana Santa que atraía fiéis de várias localidades: “Vinha muita gente da roça que se alojava nas casas aqui na cidade. Eles vinham em animal, outros a pé, com crianças no colo. Era bem sofrido, não era fácil não. Eles demonstravam muita fé, uma fé diferente da gente da cidade, mais fervorosa.” O relato é de Virgilina Rosa Barbosa, de 96 anos. Moradora da Rua Dom Prudêncio em meados da década de 1920, a memória não falha. Lembra das missas em latim e do uso obrigatório do véu: “As mulheres só podiam comungar se tivessem usando o véu e pra confessar também tinha que usar. A igreja ficava dividida em duas partes: de um lado só com homens e do outro só com mulheres".

 

Dona Mercedes Gliycela Duarte, moradora do bairro Pará, também carrega na memória, dos seus 97 anos de vida, lembranças dos importantes trabalhos sociais realizados através da Igreja da Saúde: “A Pastoral Carcerária levava, a cada dois ou três meses, almoço para os presos na cadeia. Dom Mário almoçava com a gente lá. No mês do Sagrado Coração a gente fazia canjica para as festas da Igreja e também levava para os presidiários”. Aos domingos, relembra dona Mercedes, logo após a missa, os Vicentinos sempre distribuíam cestas de alimentos para as famílias vindas das localidades do ‘Borrachudo e Camarinha’.

 

Alfredo Duval também deixou sua marca na Igreja da Saúde. Em 1927 foi responsável pela restauração de uma imagem de São Francisco e, segundo registros, teria feito para a igreja uma outra imagem, a de São Francisco do amor Divino.

 

Muitas histórias sobre a Igreja Nossa Senhora da Saúde ainda são presença na memória coletiva de seus paroquianos. Afinal, são 170 anos de uma ‘obra’ sempre em construção. A Igreja caminha num contínuo adaptar-se e renovar-se para cumprir a instrução do próprio Cristo: a de anunciar a Boa Nova.

 

De 01/11 a 04/11 a comunidade da Igreja Matriz convida você e sua família para celebrar estes 170 anos de Evangelização. O tríduo começa no dia 1º de novembro, quinta-feira, às 19h, e vai até o sábado, dia 03/11. No domingo, dia 04/11, missa festiva de encerramento, às 19h30.

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação

 

Destaques

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O amor acima de tudo e todos

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"Somos caminheiros"

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O mundo necessita de princípios que favoreçam o diálogo

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O esforço da sinodalidade

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Quando entrar setembro...


170 anos servindo a Deus e aos irmãos



Publicado em: 29-10-18


A Igreja de Nossa Senhora da Saúde, quase igual a Matriz em tamanho, é um templo que foi ultimamente reconstruído todo, tornando-se sólido para muitos séculos. Tinha duas torres, mas com a reforma passou a ter uma só, permanecendo assim mesmo muito vistosa. Acha-se assentada no centro da cidade, em um alto ponto mais belo da mesma. Tem quase pregado um cemitério em que se sepultam os membros da Irmandade de São Francisco que é antiquíssima aqui. Tem todos os apetrechos para o culto interno e externo. Quase sempre foi servida pelo Comissário da Irmandade, sem capelão. Antigamente havia mais festas de destaque nela do que na Matriz. Sua Irmandade de S. Francisco no ano de 1924, foi suspensa pelo Sr. Arcebispo D. Helvécio Gomes de Oliveira durante a Visita Pastoral nesta paróquia. Tendo falecido o Comissário Mr. Julio Ingrácia e o Procurador Olympio Nunes, por meu intermédio, o Exmo. Prelado houve por bem tirar a suspensão, regularizando novamente a Irmandade de S. Francisco. Foi terminada em 1848, sendo vigário Monsenhor Felicíssimo.

 

As palavras de padre Sudario Maria Moreira Mendes foram registradas em 1925. Nesta época, o padre era o então vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário a qual pertencia a Igreja Nossa Senhora da Saúde.

 

Com forte tradição na cidade, a atual Matriz da Saúde, segunda edificação religiosa mais antiga de Itabira, sempre se destacou nos trabalhos de evangelização. Em 1925, a catequese já atendia 74 crianças.

 

O calendário religioso era intenso durante todo o ano, sobretudo na Semana Santa que atraía fiéis de várias localidades: “Vinha muita gente da roça que se alojava nas casas aqui na cidade. Eles vinham em animal, outros a pé, com crianças no colo. Era bem sofrido, não era fácil não. Eles demonstravam muita fé, uma fé diferente da gente da cidade, mais fervorosa.” O relato é de Virgilina Rosa Barbosa, de 96 anos. Moradora da Rua Dom Prudêncio em meados da década de 1920, a memória não falha. Lembra das missas em latim e do uso obrigatório do véu: “As mulheres só podiam comungar se tivessem usando o véu e pra confessar também tinha que usar. A igreja ficava dividida em duas partes: de um lado só com homens e do outro só com mulheres".

 

Dona Mercedes Gliycela Duarte, moradora do bairro Pará, também carrega na memória, dos seus 97 anos de vida, lembranças dos importantes trabalhos sociais realizados através da Igreja da Saúde: “A Pastoral Carcerária levava, a cada dois ou três meses, almoço para os presos na cadeia. Dom Mário almoçava com a gente lá. No mês do Sagrado Coração a gente fazia canjica para as festas da Igreja e também levava para os presidiários”. Aos domingos, relembra dona Mercedes, logo após a missa, os Vicentinos sempre distribuíam cestas de alimentos para as famílias vindas das localidades do ‘Borrachudo e Camarinha’.

 

Alfredo Duval também deixou sua marca na Igreja da Saúde. Em 1927 foi responsável pela restauração de uma imagem de São Francisco e, segundo registros, teria feito para a igreja uma outra imagem, a de São Francisco do amor Divino.

 

Muitas histórias sobre a Igreja Nossa Senhora da Saúde ainda são presença na memória coletiva de seus paroquianos. Afinal, são 170 anos de uma ‘obra’ sempre em construção. A Igreja caminha num contínuo adaptar-se e renovar-se para cumprir a instrução do próprio Cristo: a de anunciar a Boa Nova.

 

De 01/11 a 04/11 a comunidade da Igreja Matriz convida você e sua família para celebrar estes 170 anos de Evangelização. O tríduo começa no dia 1º de novembro, quinta-feira, às 19h, e vai até o sábado, dia 03/11. No domingo, dia 04/11, missa festiva de encerramento, às 19h30.

 

 

 

 

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