Fatos e curiosidades sobre a história de Nossa Senhora Aparecida

Publicado em: 12-10-18


Foi após várias tentativas de pesca, que os três pescadores tiraram das águas escuras do Rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora que veio nas redes em dois pedaços: primeiro o corpo e, em seguida, rio abaixo, a cabeça. João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, depois de colocarem a imagem dentro do barco, puderam vivenciar a ação da Mãe de Jesus.

 

Os pescadores, que antes não tinham conseguido pescar nada, encheram as suas redes com uma quantidade abundante de peixes. Antes de levarem os peixes para o banquete, entregaram os pedaços da estátua a Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João, que reuniu as duas partes com cera, e a colocou num pequeno altar na casa da família, agradecendo a Nossa Senhora o milagre dos peixes. Nascia ali uma devoção, reunindo todos os sábados os moradores da região para rezarem o terço e cantarem a ladainha.

 

A devoção, iniciada em 1717, ganhou milhares de fiéis ao longo dos três últimos séculos. Conheça algumas curiosidades e fatos que marcaram a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida junto aos brasileiros.

 

Primeiro Oratório Público e Primeira Igreja

 

Entre 1717 e 1732 a imagem peregrinou pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu. Em 1732 Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso que construiu o primeiro oratório aberto ao público.

 

Em virtude da expansão da devoção a Nossa Senhora ‘Aparecida’ das águas o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, e alguns devotos, construíram no ano de 1740 uma pequena capela. Na capela acontecia a reza do terço e o cântico das ladainhas, mas não se celebrava a Eucaristia.

 

Em 1743, o vigário pe. Vilela fez um relatório dos milagres e da devoção do povo para com Nossa Senhora Aparecida e enviou ao Bispo do Rio Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele aprovasse o culto e autorizasse a construção da primeira igreja em louvor a imagem que ficou conhecida como Mãe Aparecida. A aprovação aconteceu em 5 de maio em 1743.

 

A igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, atual colina onde está localizado o centro da cidade de Aparecida, em terra doada pela viúva Margarida Nunes Rangel, com escritura passada em 6 de maio de 1744. A inauguração da igreja, que deu também origem ao Santuário, aconteceu na festa de Santa Ana, no dia 26 de julho de 1745. Nesta ocasião foi inaugurado também, o povoado com o nome de ‘Capela de Aparecida’. No dia 25, a imagem foi levada em solene procissão a nova igreja e colocada no nicho do altar. No dia 26 aconteceu a benção da imagem e a celebração da primeira missa.

 

Coroação de Nossa Senhora

 

Foi sob a inspiração de Dom Joaquim Arcoverde, Arcebispo do Rio de Janeiro, primeiro Cardeal do Brasil, que surgiu a proposta da coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida.


O tema foi sugerido em 1901, na primeira Conferência dos Bispos da Província Meridional do Brasil, realizada em São Paulo. O pedido foi aceito pelo Papa Pio X e a solenidade marcada para 8 de setembro de 1904.

 

A missa aconteceu na praça do Santuário, presidida pelo Núncio Apostólico, Dom Júlio Tonti. O bispo de São Paulo, Dom José de Camargo Barros coroou a imagem.

 

Inclusão de Ritos dedicados a Nossa Senhora Aparecida durante as celebrações

 

Em 2 de março de 1906 o Papa Pio X concedeu a realização de missa e ofício dedicados a Nossa Senhora Aparecida, isto é, foram introduzidos textos no Missal e no Breviário da Igreja. A licença anterior, concedida por Leão XIII em 1895, fixava as celebrações da festa somente no primeiro domingo de maio, sem Missa e Ofício próprios.


Além dos textos religiosos, algumas colaborações de leigos foram incorporadas à devoção no Santuário como a canção “Viva a Mãe de Deus e Nossa”, hino da romaria que comemorou o primeiro aniversário da coroação da imagem, composta pelo Conde José Vicente de Azevedo.


Título de Padroeira do Brasil

 

Foi durante o Congresso Mariano que o líder do episcopado brasileiro, Dom Sebastião Leme, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, apresentou aos bispos a proposta para pedir a Santa Sé que declarasse Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

 

A declaração aconteceu em julho de 1930, pelo papa Pio XI. No final de 1930, Dom Sebastião Leme tomou a iniciativa de realizar uma festa para a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A grande manifestação popular foi organizada para acontecer no Rio de Janeiro no dia 31 de maio de 1931.

 

Em trem especial e enfeitado, a Imagem foi conduzida para o Rio de Janeiro, saindo de Aparecida. Era a primeira vez, desde 1889, que a Imagem saia de seu Santuário. Mais de um milhão de fiéis aguardava no Rio para participar das celebrações.

 

Milagres

 

A Pesca Milagrosa – No ano de 1717, após o aparecimento da imagem na rede dos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia uma grande quantidade de peixes encheu a rede dos pescadores. Acontecia ali o primeiro milagre, sob a intercessão de Nossa Senhora, que ficou conhecida pelo título de ‘Aparecida’.

 

As Velas – Na aldeia dos pescadores, havia o costume de reunir as famílias para rezarem aos pés de Nossa Senhora Aparecida. No altar onde ficava a imagem da santa, duas velas iluminavam o local. De repente, durante a oração, as velas se apagaram e Silvana da Rocha, se levantou para acender as velas novamente, mas antes de se aproximar as velas se acenderam sozinhas.

 

Milagre da menina cega - No ano de 1874 Gertrudes Vaz e sua filha – cega de nascença – levaram três meses de viagem de Jaboticabal (SP) a Aparecida (SP). A menina tinha ouvido falar da história da “pesca milagrosa” e queria muito visitar Nossa Senhora Aparecida. Ao chegarem, ainda na estrada, a menina fixou o horizonte e exclamou: “Olhe, mamãe, a capela da Santa!”. Dona Gertrudes percebeu que tanto sacrifício tinha valido a pena. Mãe e filha –agora curada – foram rezar agradecidas, ajoelhadas aos pés da Senhora Aparecida.

 

Menino salvo de afogamento – Em 1862, morava nas margens do Rio Paraíba do Sul a família de um menino chamado Marcelino, que tinha apenas três anos de idade. Durante uma brincadeira no barco o garoto caiu no rio Paraíba, sua mãe Angélica e sua irmã Antônia se ajoelharam e pediram que Nossa Senhora intercedesse pelo menino para que não se afogasse. Na mesma hora o menino começou a boiar, sem engolir água do rio. Seu pai o tirou da água sem nenhum risco de vida.

 

Milagre do Cavaleiro – Há muito tempo, havia em Cuiabá (MT) um cavaleiro que não tinha fé. Zombava dos devotos de Nossa Senhora Aparecida e não acreditava no poder de sua intercessão. Um dia, o cavaleiro, subiu em seu cavalo e quis entrar na igreja e as patas do animal ficaram presas no primeiro degrau da escada.

 

Milagre do Escravo Zacarias – Naquele tempo de escravidão, o escravo Zacarias voltava acorrentado com o seu feitor para a fazenda de onde fugira. Ao passar pelo Santuário, pediu para rezar aos pés da Mãe Aparecida. Zacarias, com muita fé, fez suas orações e o milagre aconteceu: as correntes se soltaram e Zacarias ficou livre.

 

12 de Outubro – Festa da Padroeira

 

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em sua Assembleia de 1953 determinou que a festa da Padroeira do Brasil fosse celebrada no dia 12 de outubro. Uma das razões para a escolha dessa data foi a aproximação da época do encontro da Imagem, que ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717.

 

Por ocasião da visita do Papa II ao Brasil, o então Presidente da República, General João Batista Figueiredo, promulgou a Lei n. 6.802, de 30 de junho de 1980, “declarando feriado federal o dia 12 de outubro para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida”, conforme consta no Diário Oficial da União de 1º de julho de 1980.

 

 

Fonte: A12

Destaques

Foto de Exibição
O amor acima de tudo e todos

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"Somos caminheiros"

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O mundo necessita de princípios que favoreçam o diálogo

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O esforço da sinodalidade

Foto de Exibição
Quando entrar setembro...


Fatos e curiosidades sobre a história de Nossa Senhora Aparecida



Publicado em: 12-10-18


Foi após várias tentativas de pesca, que os três pescadores tiraram das águas escuras do Rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora que veio nas redes em dois pedaços: primeiro o corpo e, em seguida, rio abaixo, a cabeça. João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, depois de colocarem a imagem dentro do barco, puderam vivenciar a ação da Mãe de Jesus.

 

Os pescadores, que antes não tinham conseguido pescar nada, encheram as suas redes com uma quantidade abundante de peixes. Antes de levarem os peixes para o banquete, entregaram os pedaços da estátua a Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João, que reuniu as duas partes com cera, e a colocou num pequeno altar na casa da família, agradecendo a Nossa Senhora o milagre dos peixes. Nascia ali uma devoção, reunindo todos os sábados os moradores da região para rezarem o terço e cantarem a ladainha.

 

A devoção, iniciada em 1717, ganhou milhares de fiéis ao longo dos três últimos séculos. Conheça algumas curiosidades e fatos que marcaram a história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida junto aos brasileiros.

 

Primeiro Oratório Público e Primeira Igreja

 

Entre 1717 e 1732 a imagem peregrinou pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu. Em 1732 Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso que construiu o primeiro oratório aberto ao público.

 

Em virtude da expansão da devoção a Nossa Senhora ‘Aparecida’ das águas o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, e alguns devotos, construíram no ano de 1740 uma pequena capela. Na capela acontecia a reza do terço e o cântico das ladainhas, mas não se celebrava a Eucaristia.

 

Em 1743, o vigário pe. Vilela fez um relatório dos milagres e da devoção do povo para com Nossa Senhora Aparecida e enviou ao Bispo do Rio Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele aprovasse o culto e autorizasse a construção da primeira igreja em louvor a imagem que ficou conhecida como Mãe Aparecida. A aprovação aconteceu em 5 de maio em 1743.

 

A igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, atual colina onde está localizado o centro da cidade de Aparecida, em terra doada pela viúva Margarida Nunes Rangel, com escritura passada em 6 de maio de 1744. A inauguração da igreja, que deu também origem ao Santuário, aconteceu na festa de Santa Ana, no dia 26 de julho de 1745. Nesta ocasião foi inaugurado também, o povoado com o nome de ‘Capela de Aparecida’. No dia 25, a imagem foi levada em solene procissão a nova igreja e colocada no nicho do altar. No dia 26 aconteceu a benção da imagem e a celebração da primeira missa.

 

Coroação de Nossa Senhora

 

Foi sob a inspiração de Dom Joaquim Arcoverde, Arcebispo do Rio de Janeiro, primeiro Cardeal do Brasil, que surgiu a proposta da coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida.


O tema foi sugerido em 1901, na primeira Conferência dos Bispos da Província Meridional do Brasil, realizada em São Paulo. O pedido foi aceito pelo Papa Pio X e a solenidade marcada para 8 de setembro de 1904.

 

A missa aconteceu na praça do Santuário, presidida pelo Núncio Apostólico, Dom Júlio Tonti. O bispo de São Paulo, Dom José de Camargo Barros coroou a imagem.

 

Inclusão de Ritos dedicados a Nossa Senhora Aparecida durante as celebrações

 

Em 2 de março de 1906 o Papa Pio X concedeu a realização de missa e ofício dedicados a Nossa Senhora Aparecida, isto é, foram introduzidos textos no Missal e no Breviário da Igreja. A licença anterior, concedida por Leão XIII em 1895, fixava as celebrações da festa somente no primeiro domingo de maio, sem Missa e Ofício próprios.


Além dos textos religiosos, algumas colaborações de leigos foram incorporadas à devoção no Santuário como a canção “Viva a Mãe de Deus e Nossa”, hino da romaria que comemorou o primeiro aniversário da coroação da imagem, composta pelo Conde José Vicente de Azevedo.


Título de Padroeira do Brasil

 

Foi durante o Congresso Mariano que o líder do episcopado brasileiro, Dom Sebastião Leme, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, apresentou aos bispos a proposta para pedir a Santa Sé que declarasse Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

 

A declaração aconteceu em julho de 1930, pelo papa Pio XI. No final de 1930, Dom Sebastião Leme tomou a iniciativa de realizar uma festa para a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A grande manifestação popular foi organizada para acontecer no Rio de Janeiro no dia 31 de maio de 1931.

 

Em trem especial e enfeitado, a Imagem foi conduzida para o Rio de Janeiro, saindo de Aparecida. Era a primeira vez, desde 1889, que a Imagem saia de seu Santuário. Mais de um milhão de fiéis aguardava no Rio para participar das celebrações.

 

Milagres

 

A Pesca Milagrosa – No ano de 1717, após o aparecimento da imagem na rede dos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia uma grande quantidade de peixes encheu a rede dos pescadores. Acontecia ali o primeiro milagre, sob a intercessão de Nossa Senhora, que ficou conhecida pelo título de ‘Aparecida’.

 

As Velas – Na aldeia dos pescadores, havia o costume de reunir as famílias para rezarem aos pés de Nossa Senhora Aparecida. No altar onde ficava a imagem da santa, duas velas iluminavam o local. De repente, durante a oração, as velas se apagaram e Silvana da Rocha, se levantou para acender as velas novamente, mas antes de se aproximar as velas se acenderam sozinhas.

 

Milagre da menina cega - No ano de 1874 Gertrudes Vaz e sua filha – cega de nascença – levaram três meses de viagem de Jaboticabal (SP) a Aparecida (SP). A menina tinha ouvido falar da história da “pesca milagrosa” e queria muito visitar Nossa Senhora Aparecida. Ao chegarem, ainda na estrada, a menina fixou o horizonte e exclamou: “Olhe, mamãe, a capela da Santa!”. Dona Gertrudes percebeu que tanto sacrifício tinha valido a pena. Mãe e filha –agora curada – foram rezar agradecidas, ajoelhadas aos pés da Senhora Aparecida.

 

Menino salvo de afogamento – Em 1862, morava nas margens do Rio Paraíba do Sul a família de um menino chamado Marcelino, que tinha apenas três anos de idade. Durante uma brincadeira no barco o garoto caiu no rio Paraíba, sua mãe Angélica e sua irmã Antônia se ajoelharam e pediram que Nossa Senhora intercedesse pelo menino para que não se afogasse. Na mesma hora o menino começou a boiar, sem engolir água do rio. Seu pai o tirou da água sem nenhum risco de vida.

 

Milagre do Cavaleiro – Há muito tempo, havia em Cuiabá (MT) um cavaleiro que não tinha fé. Zombava dos devotos de Nossa Senhora Aparecida e não acreditava no poder de sua intercessão. Um dia, o cavaleiro, subiu em seu cavalo e quis entrar na igreja e as patas do animal ficaram presas no primeiro degrau da escada.

 

Milagre do Escravo Zacarias – Naquele tempo de escravidão, o escravo Zacarias voltava acorrentado com o seu feitor para a fazenda de onde fugira. Ao passar pelo Santuário, pediu para rezar aos pés da Mãe Aparecida. Zacarias, com muita fé, fez suas orações e o milagre aconteceu: as correntes se soltaram e Zacarias ficou livre.

 

12 de Outubro – Festa da Padroeira

 

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em sua Assembleia de 1953 determinou que a festa da Padroeira do Brasil fosse celebrada no dia 12 de outubro. Uma das razões para a escolha dessa data foi a aproximação da época do encontro da Imagem, que ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717.

 

Por ocasião da visita do Papa II ao Brasil, o então Presidente da República, General João Batista Figueiredo, promulgou a Lei n. 6.802, de 30 de junho de 1980, “declarando feriado federal o dia 12 de outubro para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida”, conforme consta no Diário Oficial da União de 1º de julho de 1980.

 

 

Fonte: A12

Destaques

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O amor acima de tudo e todos

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"Somos caminheiros"

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O mundo necessita de princípios que favoreçam o diálogo

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O esforço da sinodalidade

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Quando entrar setembro...