Quando entrar setembro...

Publicado em: 14-09-18


E chegou a primavera!

Este ano, para o mês da Bíblia, a Igreja nos propôs uma reflexão a partir do livro da Sabedoria - tema “Para que nele nossos povos tenham vida” (Sb1,1-6) e lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”.

 

Padre José Antonio, em uma de suas publicações, faz uma delicada tecitura com as palavras: primavera e Boa Nova têm “tudo a ver”. Sim, tem. Neste caso, a sugestão é para que você deguste cada linha.

 

Beto Guedes tem uma canção muito bonita, que começa com estas palavras: “Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...”. O nome da música é “Sol de primavera”.

 

Pois é... setembro está aí. Mês que marca o início da primavera. Para nós católicos, é também o mês dedicado à Bíblia Sagrada, a ‘Boa Nova’ por excelência.

 

Primavera é a estação das flores. Flores falam de alegria, de festa, de carinho. Expressam amor, gratidão, saudade; nos acompanham desde o nascimento até a morte. E têm tudo a ver com a Palavra de Deus. Sinal do seu interesse e do seu carinho por nós. Jesus, Palavra encarnada, nos convida a olhar as flores do campo (cf. Mt 6,28). Elas nos ensinam a confiar na providência divina.

 

Flor lembra também perfume. Na bíblia, o perfume aparece como símbolo do bem, da virtude, da amizade. “O coração se deleita com o óleo e o perfume, e com a doçura do amigo...” (Pr 27,9). “As mandrágoras (maçãs do amor) espalham seu perfume” (Ct 7,14). Maria ungiu os pés de Jesus, e a casa encheu-se de perfume (cf. Jo 12,3). “Nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo” (2Cor 2,15). Não é à toa que o óleo do Crisma é perfumado. Quem com ele é ungido é também convidado a espalhar o perfume do bem.

 

Além da beleza que alegra e do perfume que faz bem, as flores da primavera carregam em si a esperança dos frutos. Muitas delas murcham e desaparecem para dar lugar ao fruto que dá sabor e alimenta. Jesus diz que nos escolheu para que possamos ir e produzir fruto (cf. Jo 15,16). Disse ainda que sem ele não conseguiremos produzir os frutos necessários; e que, da mesma forma como se conhece a árvore pelos frutos, nós somos conhecidos pelas obras que realizamos, pelo testemunho que damos, pelo bem que fazemos.

 

Outra riqueza que as flores trazem consigo é a semente. Algumas chegam a nos oferecer centenas delas. Todas grávidas, ansiosas por gerar vida nova. Semente é força escondida, é grito por liberdade, é promessa de futuro, é gestação do novo. Jesus compara sua Palavra com a semente que é lançada pelos campos. Deve ser acolhida no bom terreno do coração, da família, da comunidade, para crescer e gerar vida. Deus nos fez sementes e semeadores(as). Somos chamados a carregar em nosso seio a resistência, a força, a persistência da semente. Ao mesmo tempo, somos convocados a espalhar as sementes da Boa-Nova, da Justiça, do bem, do amor, do cuidado com a Vida.

 

A referida canção termina assim: “A lição sabemos de cor... só nos resta aprender”. É importante conhecer e acolher a bíblia, mas não basta conhecer ou até decorar suas palavras. É preciso APRENDER. Tomar consciência de toda a sua riqueza, todo o seu potencial, sua força renovadora. Encarnar essa Palavra em nossos gestos, atitudes, escolhas, enfim, em nossa vida.

 

Que a bíblia, como a primavera, nos revele a beleza de Deus, o perfume do bem, a força revolucionária da semente...

 

“Quando entrar setembro e a Boa Nova andar nos campos...”, vale a pena correr atrás dela, porque a Boa Nova, na verdade, é o próprio Jesus, o Evangelho do Pai.

 

 

 

*Pe. José Antonio de Oliveira

(Pároco – Paróquia São João Batista em Barão de Cocais/ Arquidiocese de Mariana)

 

Destaques

Foto de Exibição
Testando quantidade de cadastro

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Dia do pobre: não discursos, mas atitudes!

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O amor acima de tudo e todos

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"Somos caminheiros"

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O mundo necessita de princípios que favoreçam o diálogo


Quando entrar setembro...



Publicado em: 14-09-18


E chegou a primavera!

Este ano, para o mês da Bíblia, a Igreja nos propôs uma reflexão a partir do livro da Sabedoria - tema “Para que nele nossos povos tenham vida” (Sb1,1-6) e lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”.

 

Padre José Antonio, em uma de suas publicações, faz uma delicada tecitura com as palavras: primavera e Boa Nova têm “tudo a ver”. Sim, tem. Neste caso, a sugestão é para que você deguste cada linha.

 

Beto Guedes tem uma canção muito bonita, que começa com estas palavras: “Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...”. O nome da música é “Sol de primavera”.

 

Pois é... setembro está aí. Mês que marca o início da primavera. Para nós católicos, é também o mês dedicado à Bíblia Sagrada, a ‘Boa Nova’ por excelência.

 

Primavera é a estação das flores. Flores falam de alegria, de festa, de carinho. Expressam amor, gratidão, saudade; nos acompanham desde o nascimento até a morte. E têm tudo a ver com a Palavra de Deus. Sinal do seu interesse e do seu carinho por nós. Jesus, Palavra encarnada, nos convida a olhar as flores do campo (cf. Mt 6,28). Elas nos ensinam a confiar na providência divina.

 

Flor lembra também perfume. Na bíblia, o perfume aparece como símbolo do bem, da virtude, da amizade. “O coração se deleita com o óleo e o perfume, e com a doçura do amigo...” (Pr 27,9). “As mandrágoras (maçãs do amor) espalham seu perfume” (Ct 7,14). Maria ungiu os pés de Jesus, e a casa encheu-se de perfume (cf. Jo 12,3). “Nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo” (2Cor 2,15). Não é à toa que o óleo do Crisma é perfumado. Quem com ele é ungido é também convidado a espalhar o perfume do bem.

 

Além da beleza que alegra e do perfume que faz bem, as flores da primavera carregam em si a esperança dos frutos. Muitas delas murcham e desaparecem para dar lugar ao fruto que dá sabor e alimenta. Jesus diz que nos escolheu para que possamos ir e produzir fruto (cf. Jo 15,16). Disse ainda que sem ele não conseguiremos produzir os frutos necessários; e que, da mesma forma como se conhece a árvore pelos frutos, nós somos conhecidos pelas obras que realizamos, pelo testemunho que damos, pelo bem que fazemos.

 

Outra riqueza que as flores trazem consigo é a semente. Algumas chegam a nos oferecer centenas delas. Todas grávidas, ansiosas por gerar vida nova. Semente é força escondida, é grito por liberdade, é promessa de futuro, é gestação do novo. Jesus compara sua Palavra com a semente que é lançada pelos campos. Deve ser acolhida no bom terreno do coração, da família, da comunidade, para crescer e gerar vida. Deus nos fez sementes e semeadores(as). Somos chamados a carregar em nosso seio a resistência, a força, a persistência da semente. Ao mesmo tempo, somos convocados a espalhar as sementes da Boa-Nova, da Justiça, do bem, do amor, do cuidado com a Vida.

 

A referida canção termina assim: “A lição sabemos de cor... só nos resta aprender”. É importante conhecer e acolher a bíblia, mas não basta conhecer ou até decorar suas palavras. É preciso APRENDER. Tomar consciência de toda a sua riqueza, todo o seu potencial, sua força renovadora. Encarnar essa Palavra em nossos gestos, atitudes, escolhas, enfim, em nossa vida.

 

Que a bíblia, como a primavera, nos revele a beleza de Deus, o perfume do bem, a força revolucionária da semente...

 

“Quando entrar setembro e a Boa Nova andar nos campos...”, vale a pena correr atrás dela, porque a Boa Nova, na verdade, é o próprio Jesus, o Evangelho do Pai.

 

 

 

*Pe. José Antonio de Oliveira

(Pároco – Paróquia São João Batista em Barão de Cocais/ Arquidiocese de Mariana)

 

Destaques

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Testando quantidade de cadastro

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Dia do pobre: não discursos, mas atitudes!

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O amor acima de tudo e todos

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"Somos caminheiros"

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O mundo necessita de princípios que favoreçam o diálogo